O estudo demonstrou que até mesmo
crianças de apenas cinco anos de idade já têm uma percepção muito clara
das diferenças entre brancos e negros, entre heterossexuais e
homossexuais, entre homens e mulheres e mais uma infinidade de “aspectos
divisivos”, que se expandem pela escolha da religião e das diferenças
de poder aquisitivo.
“Nada mais natural”, diriam alguns. Não é exatamente a conclusão que se tira da pesquisa que inclui, não apenas entrevistas tradicionais, mas depoimentos gravados.
“Nada mais natural”, diriam alguns. Não é exatamente a conclusão que se tira da pesquisa que inclui, não apenas entrevistas tradicionais, mas depoimentos gravados.
Choca, por exemplo, ver um garoto branco
de apenas cinco anos, residente na Pensilvanya – um estado tido e
havido como “progressista” – confessar diante das câmeras da “CNN” que
não convida seu amiguinho negro para brincar em casa porque “seus pais
reprovariam”. Ou uma menina negra da Califórnia afirmar que evita
conversar com coleguinhas brancas na escola para “não ser rejeitada
pelas amiguinhas negras da turma”.
Desde a abolição da escravatura, e mesmo
depois da implementação dos Direitos Civis – o que somente aconteceu na
década de 60 –, os Estados Unidos convivem com essa pútrida herança do
“purismo racial eurocêntrico”.